quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dep. Teruo Kato (PMDB) é condenado por contratações irregulares

fonte :blog do Joaquim de Paula e RPC Noticias

O deputado estadual Antônio Teruo Kato (PMDB) foi condenado pela Justiça por ter contratado de forma irregular servidores sem concurso público para cargos de carreira na prefeitura de Para­­­navaí, Noroeste do Paraná. A irregularidade aconteceu quando Ka­­­to foi prefeito da cidade – na gestão 1997/2000.

Na sentença, o juiz Emil Gon­­­çalves suspende por cinco anos os direitos políticos do deputado, o proíbe de firmar contratos com o poder público por cinco anos e determina o ressarcimento dos danos causados aos cofres públicos – montante que deve ser calculado com juros e correção monetária quando estiverem esgotados todos os recursos na Justiça.

A decisão de Gonçalves é de agosto do ano passado, mas o caso só agora veio a público, quando o recurso da defesa chegou ao Tribunal de Justiça. Por enquanto, os efeitos da sentença da Justiça de Paranavaí ainda não recaíram sobre o deputado peemedebista, devido ao recurso.

Caberá agora ao desembargador relator Luiz Mateus de Lima manter ou reformar a decisão. No último dia 7 de julho, o Ministério Público do Paraná se manifestou pelo indeferimento do recurso do deputado e pela manutenção da sentença em sua íntegra.

Foi o MP, que em 2002, propôs uma ação civil pública contra Teruo Kato por ato de improbidade administrativa. Na ação, o MP relata que Kato, quando prefeito, admitiu muitas pessoas sem concurso público para cargos de carreira – que exigiam a prestação do concurso – e as manteve por mais de dois anos nos quadros da administração municipal, contrariando a legislação.

Kato, segundo a sentença, teria cometido mais uma irregularidade ao contratar por 180 dias, sem licitação, uma empresa que passou a fornecer mão-de-obra a diversas repartições da administração, burlando a exigência de concurso público. A empresa recebeu da prefeitura R$ 1,1 milhão pelo serviço.

O número de não concursados que ocuparam cargos na administração municipal diverge: a ação, impetrada pela gestão posterior de Kato na prefeitura, fala em aproximadamente 900. Mas a empresa, no processo, informou que eram cerca de 300.

No processo, Kato se defendeu alegando que a situação já era irregular antes de assumir a prefeitura de Paranavaí e só contratou servidores sem concurso em caráter de urgência para manter os serviços básicos da administração à população. O MP entendeu, e a Justiça de primeira instância ratificou, que Kato tinha ciência da necessidade de preencher cargos concursados desde janeiro de 1997, mas só realizou concurso público dois anos depois – em 1999. “Houve, portanto, ato de improbidade administrativa por permitir a continuidade da ilegalidade”, relata a sentença.

Kato alega inocência

Ontem, Teruo Kato reiterou que a irregularidade de contratação dos servidores já existia antes dele assumir a prefeitura. “Sou inocente. Só não foi feito concurso público como o MP queria. Mas a irregularidade já vinha acontecendo antes de eu assumir a prefeitura”, disse. Sobre a condenação, o deputado afirmou que o recurso está em andamento e que aguarda a decisão do TJ.

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